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Massa 7 dias por semana

Um blog sobre as peripécias de uma rapariguita que foi viver sozinha

Massa 7 dias por semana

Um blog sobre as peripécias de uma rapariguita que foi viver sozinha

25.05.20

Eterna insatisfação.

Valerie

Menos 1 dia para voltar a casa. Já só são 16. Número da sorte. Mais ou menos.

Esta coisa de escrever aqui até tem a sua piada. Claro que só continua a acontecer porque me sinto tão aborrecida com a vida, que para não atazanar a vida aos meus amiguinhos, resolvo atazanar aos internautas que perdem o seu bem mais valioso a ler as minhas tretas. (obrigada migos )

Já tive hipótese de escrever 20 romances, desenvolver 100 projetos e fazer tantas mais coisas com o tempo que tive disponível nos últimos dois anos... Mas, para variar, nada. Porra nenhuma. Nem sequer um artigo para publicar na faculdade.

A realidade é que me distraiu muito facilmente, tenho dificuldade em estar concentrada durante mais de 20 minutos, e isso atrapalha-me a vida. Assim como me atrapalha o facto de estar constantemente a pensar em mil coisas ao mesmo tempo, a sonhar alto, a desenvolver projetos e merdas que nunca saem do papel.

Ah sim, eu vou deixar de fumar. É desta que vou emagrecer. Quando tudo isto passar vou para o ginásio e vou fazer um sacrifício, tem mesmo de ser. É desta.

Merdas, não acontece nada.

O meu pai, durante esta quarentena, fartou-se de me dizer para eu escrever um livro, blá blá blá, que tenho muito jeito e não sei o quê. É verdade, modéstia à parte. Mas o fio condutor que me foi dado à nascença ao nivel do raciocínio vinha com defeito e não aceitaram devolução. Daí que, mantenho-me empenhada em sonhar que um dia vou fazer qualquer coisa que se diga benza-te Deus (minha rica avozinha).

Assim como farei um projeto fotográfico sobre umas certas coisas que me interessam. Sim, um dia eu faço. Claro. 

E estes momentos de falta de concentração e raciocinio perdido levam-me a uma conclusão que me atormenta diariamente:

Cada vez tenho mais a certeza de que a minha cena não é estar fechada num escritório. Nah! A minha cena é ar livre mesmo. É liberdade. Não ter horários, nada. O problema dessa merda é que para ter essa vida, das duas uma, ou fico desempregada e não tenho dinheiro para gozar a liberdade, ou sou patroa de mim mesma. Bom, a malta da Herbalife diz que têm a vida dos sonhos, porque são livres e blá blá blá – tal como os da forex e companhias limitadas. Se calhar deveria pensar nisso.

Vender batidos, why not? Aproveitava e fazia uso deles também para emagrecer.

Fora de brincadeiras, acho sinceramente que o problema não sou só eu. É a nossa geração no global, a malta entre os anos 90 e os 2000. O mundo está em constante mudança, todos os dias surgem ofertas de trabalho novas, são lançados novos apoios financeiros, as relações começam e outras terminam, os colegas passam de bestiais e a bestas… E a malta não está para se chatear, porque estudou e sabe que, em princípio, haverão sempre oportunidades.

Ao mesmo tempo sofremos com isto tudo, porque cria instabilidade. Já não existem empregos para a vida, grande parte das pessoas estão insatisfeitas no seu local de trabalho, e isso acaba por extrapolar para as suas vidas pessoais.

Vocês conseguem perceber a volta que este texto já deu? Eu não digo que não me consigo concentrar por muito tempo?!

Começo a falar de alhos e termino a cortar cebolas.

Fiquemos por aqui, antes que comece a falar de porras românticas. Isso não. Dass.

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