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Massa 7 dias por semana

Um blog sobre as peripécias de uma rapariguita que foi viver sozinha

Massa 7 dias por semana

Um blog sobre as peripécias de uma rapariguita que foi viver sozinha

30.05.20

Espelho meu, espelho meu, haverá alguém que tenha engordado mais que eu?

Valerie

10. 10 dias que faltam para voltar a casa.

O tempo tem desaparecido e eu não sei muito bem para onde. E ainda bem. Por um lado, porque por outro só me estou a fazer velha... Eu e vocês, claro.

É bem verdade que o tempo cura tudo, e tem curado aos poucos as minhas saudades de casa. Atenção! O curar é relativo. Alivia, mas elas não desaparecem.

Ando a comer massa quase 7 dias por semana, tal como já se previa. O almoço é massa, porque se come bem frio, e depois o jantar é massa também porque se faz num instante. Qualquer dia não ando, rebolo. Essa é outra, o verão!

Motivo mais ou  menos relacionado com este post (só serve mesmo de rampa de lançamento e para fazer os estimados leitores recordarem o drama de não caber nos calções do ano passado - achavam que a quarentena era só aborrecida? Não! Trouxe consigo sacos e sacos de kilos. Quase tipo pai natal a distribuir prendinhas pelas casinhas dos meninos bem comportados no dia 24 de dezembro). E até é uma comparação interessante, porque as prendinhas caiem pela chaminé, enquanto que os quilinhos novos vieram por culpa do cheirinho a bolos que saía pela chaminé. Que estupidez. Fds. E ainda nem bebi café hoje.

Mas! Mais uma vez, não nos vamos afastar do tema! EFEITOS DA QUARENTENA!

Julgo que andamos todos na mesma fase neste momento: trocar a roupa de inverno para a de verão.

Comigo tem corrido mal, para variar. Quer dizer, corre mal é para a minha carteira. Raras são as roupas do ano passado que entram neste corpo esbelto aos dias de hoje (esbelto, han - claro). E isso leva a que a pessoa tenha tendência a renovar o roupeiro. E depois parece que as marcas tiveram demasiado tempo nesta quarentena para desenhar peças, e aparecem todos os dias novas coisas que a pessoa não consegue resistir.  Asneira, tal e qual. Dinheiro a rodos, IRS recebido há bem pouco tempo, uma ligação à internet, portes grátis e BAMM é só gastar. No outro dia ganhei coragem para consultar o saldo bancário... Aconteceu-me como a loiça, mas ao contrário - a loiça aparece e eu não sei de onde, o dinheiro desapareceu e eu não faço puto de ideia para onde foi.

Quer dizer, eu até sei né. Mas vá.

Mais uma das coisas que a pessoa tem de aprender a gerir quando tem a sua própria barraquinha: o dinheiro. Yup. Uma boa merda na verdade. Mas isso fica para o próximo post. Este era só para vos lembrar de que estamos gordos e daqui a 6 dias inicia-se a época balnear.

 

29.05.20

Carbonara pitoresca

Valerie

Well, uma das maiores peripécias de uma nova vida sozinha é o cozinhar. Já para não falar do trabalho que dá uma casa (minha bela mãe, muito tem sofrido).

Como tal, estes primeiros dias desta nova vida têm sido de invenções na cozinha, e até não tem corrido mal. Bom, se a comida não prestar não a como. Mas isto de viver sozinha traz uma carrada de custos atrás, portanto, se a comida ficar sem graça a malta come na mesma. Sim, porque isto de ir ao supermercado tem muito que se lhe diga - venho sempre com o sentimento de que parti alguma coisa mas nunca sei o quê.

Daí que resolvir juntar as coisas que mais gosto [massa, cogumelos e azeitonas] e fazer uma comida para mim e para o amigo invisível. O traste ainda não veio a casa esta semana, por isso para o mês que vem deixo de fazer conta com ele. Era só o que faltava ter de andar a comer o mesmo ao almoço e ao jantar porque a parte dele sobra sempre.

Essa é também uma das partes em que preciso de me aperfeiçoar - aprender a fazer comida só para mim. Faço sempre demais.

Bom, mas a ideia não é andar praqui a praguejar, portanto deixo-vos mais esta receita. E não se esqueçam, é para 2, ou para 2 vezes se tiverem um amigo igual ao meu.

 

Ingredientes:

Azeitonas verdes a gosto

Coentros

Tagliatelle

Sal, alho moído, pimenta preta e piri piri

Cogumelos a gosto (eu prefiro os inteiros, mas só tinha dos laminados e também fica bom ((era só o que faltava ir caminho do pingo doce comprar cogumelos))

Azeite

Cebola picada q.b

1 embalagem de natas carbonara

 

Preparação:

Cozam 4 ninhos de tagliatelle num tacho com azeite, sal e um bocadinho de cebola picada.

Quando a massa estiver quase no ponto, coloquem azeite e cebola picada numa frigideira e deixem alourar.

De seguida coloquem os cogumelos para que estes possam cozinhar, juntamente com o alho, a pimenta, o piri piri e um pouco de sal.

Entretanto retirem a massa do tacho e reservem no escorredor.

Quando os cogumelos começarem a deitar cheiro, o que é o mesmo que dizer, quando começarem a ficar cozinhados, coloquem as azeitonas e deixem entrelaçar sabores por 5 a 6 minutos.

Juntem a embalagem das natas carbonara e deixem cozinhar por 2 a 3 minutos.

Sirvam a massa num prato a gosto e coloquem o conteúdo da frigideira em cima da massa. Piquem coentros e coloquem também.

Voilá. Acompanhem com uma bebida fresca e bom apetite!

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28.05.20

Huevos Rancheros

Valerie

Inspirei-me nas receitas da Filipa Gomes e preparei uns huevos rancheros para o almoço de domingo (e para o jantar, porque faço sempre conta com o amigo invisível e ele nunca aparece para comer).

Deixo-vos a receita porque ficaram mesmo mesmo bons! Aliás, acho que nunca fiz uma comida tão saborosa! (e esta humildade, ein?) gosto.

 

Ingredientes:

Azeite q.b

Meia cebola picada

1 pacote de tomate Guloso em pedaços (pode ser com pimentão ou simples - conforme queiram mais ou menos saboroso)

Sal, pimenta preta, piri piri, alho em pó

1 embalagem de feijão vermelho (ou qualquer outro de que gostem mais)

2 ovos

Alho francês cortado às rodelas qb (opcional mas aconselho)

 

Preparação:

Numa frigideira com azeite coloquem a cebola picada e deixem refogar até ficar loirinha (é dessas que eles mais gostam, segundo consta). Acrescentem o alho francês.

Coloquem a embalagem do tomate e a do feijão e temperem a gosto. Tapem e deixem fervilhar por 7 a 8 minutos.

Provem, caso vejam que há necessidade acrescentem mais condimentos.

Depois de mexerem e de deixarem fervilhar, acrescentem os ovos num espacinho, separados um do outro (não se esqueçam de verificar se estão comestíveis).

Deixem os ovos escalfar por mais 5 a 6 minutos e voilá.

Sirvam com coentros picados a gosto! 

Ps: receita para 2 pessoas, ou para 2 vezes se também tiverem um amigo imaginário que nunca aparece para comer.

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27.05.20

Vida Doméstica

Valerie

Well, confesso que isto aos poucos e poucos se vai tornando mais fácil. Piora quando vou ao Instagram e andam todos a molhar os pés nas águas do Algarve. Mas depois passa.

Começei a perceber que é uma chatice ter casa - dá uma trabalheira desgraçada! Porra!

É varrer, é lavar, é lavar roupa, é lavar loiça que nunca acaba, é fazer comida, é fazer a cama... Dass...

A minha casita não é um palacete, mas é grande o suficiente para me dar uma trabalheira desgraçada. Chego já tarde, para variar. Tenho de preparar jantar e almoço para o dia seguinte (sim, porque a malta não é rica, só chique mesmo); acabo de jantar, olho para o lava loiça e já está cheio outra vez. Como assim? Porra! Mas quem veio aqui sujar tanto prato e tacho?

Barimbo naquilo mesmo, bebo o meu cafezinho e tento ganhar genica para deixar tudo arrumado antes de ir dormir. Entretanto ponho em prática o telefonema do costume com azmigas, que dura prai 1 hora e não se aprende nada (reparem que aqui já estou com a pedalada do café, portanto pouco ou nada de jeito se conversa, só se parveja mesmo).

O drama das limpezas faz-me lembrar o drama de encontrar estacionamento perto do trabalho: a pessoa dá voltas e voltas, gasta meio depósito de gasóleo, para no fim, a 10 minutos de entrar ao serviço, e 1 hora depois de chegar, encontrar um lugar! Aii a raiva que dá moçes, nem imaginam! Dass!

O mesmo é limpar a cozinha - ando às voltas, às voltas, pela casa, telefono aos amigos, à mãe, ao pai, ao irmão e ao cão, para no fim, mesmo antes de me ir deitar, deixar tudo arrumado.

Com isto penso e lamento a vida das mulheres que têm filhos... desgraçadas man.... se já me aborrece fazer as coisas só para mim, cansada depois de trabalhar todo o dia, quanto mais as pessoas que chegam a casa, depois de trabalhar um dia inteiro, e têm 2 ou 3 pirralhos para aturar, uma casa para limpar e um marido para ouvir. Credo... Deve ser uma vida intensa e cansativa (entendedores entenderão ).

Tomara que venha o fim de semana. Para lamentar o aborrecimento que é estar sozinha em Lisboa quando a malta está na praia a curtir o calor.

LOLES.

26.05.20

Devaneios noturnos

Valerie

Esta porra não está a ser nada fácil. Estou farta de estar aqui.

Não é que a vida não seja boa, ou que não tenha pessoas de quem gosto por perto... Mas sinto falta daquilo a que me habituei nos últimos 2 meses... e isso inclui o meu cão. 

Como o nome do blog indica, isto tem sido massa quase todos os dias. Para já porque adoro. Depois porque fica bem com qualquer coisa. Depois é fácil de cozinhar. E é barata.

A minha mãe mandou-me um pacotito de arroz para eu me desenrascar nos primeiros dias (entre o resto do supermercado que tive de trazer também) e, para que tenham noção já comprei massa 3 vezes e o arrozito ainda ali está no mesmo sítio. Mas também trouxe massa de casa. Aliás, só não os trouxe a eles, porque de resto, veio tudo...

Enfim, dramas à parte que eu não vim falar de massa.

No sábado passado já estava farta de estar deitada a ver séries quando me deu a travadinha de fazer pipocas, era prai 1 da manhã.

Não parava sossegada, precisava de pipocas. Tentei abstrair a mente mas não dava mesmo. Levantei-me e fui pôr um tacho ao lume para fazer as benditas pipocas.

Exaustor no máximo, um barulho do cabrão, as pessoas no andar de baixo a dormir, e eu a fazer pipocas. Até aí tranquilo.

Mas como não devo grande coisa à inteligência (brincadeirinha), esqueci-me de fechar a porta da cozinha.

As pipocas começaram a saltar dentro do tacho e começou-me a cheirar a queimado. PORRA! Pensei eu.

Um pivete que não se podia, janelas abertas, o quarto já tresandava a queimado, exaustor enquanto mais dava.. E eu, o meu pijama - só cheirava a queimado.

Pensei... p**** das pipocas, man... 

Resolvi juntar açúcar para caramelizar.

Bela merda que ficaram. Eu já não podia com o cheiro a queimado, desliguei o fogão, meti as pipocas na saladeira e toca a andar para a cama terminar a série.

Um cheiro que não se podia na casa toda... Janelas tudo aberto a fazer corrente de ar.

Só que com o bafo que tem estado, não há correntes de ar.

Fiquei tão danada que nem as pipocas me souberam bem. Pudera, só trincava era açucar por caramelizar.

 

 

25.05.20

Eterna insatisfação.

Valerie

Menos 1 dia para voltar a casa. Já só são 16. Número da sorte. Mais ou menos.

Esta coisa de escrever aqui até tem a sua piada. Claro que só continua a acontecer porque me sinto tão aborrecida com a vida, que para não atazanar a vida aos meus amiguinhos, resolvo atazanar aos internautas que perdem o seu bem mais valioso a ler as minhas tretas. (obrigada migos )

Já tive hipótese de escrever 20 romances, desenvolver 100 projetos e fazer tantas mais coisas com o tempo que tive disponível nos últimos dois anos... Mas, para variar, nada. Porra nenhuma. Nem sequer um artigo para publicar na faculdade.

A realidade é que me distraiu muito facilmente, tenho dificuldade em estar concentrada durante mais de 20 minutos, e isso atrapalha-me a vida. Assim como me atrapalha o facto de estar constantemente a pensar em mil coisas ao mesmo tempo, a sonhar alto, a desenvolver projetos e merdas que nunca saem do papel.

Ah sim, eu vou deixar de fumar. É desta que vou emagrecer. Quando tudo isto passar vou para o ginásio e vou fazer um sacrifício, tem mesmo de ser. É desta.

Merdas, não acontece nada.

O meu pai, durante esta quarentena, fartou-se de me dizer para eu escrever um livro, blá blá blá, que tenho muito jeito e não sei o quê. É verdade, modéstia à parte. Mas o fio condutor que me foi dado à nascença ao nivel do raciocínio vinha com defeito e não aceitaram devolução. Daí que, mantenho-me empenhada em sonhar que um dia vou fazer qualquer coisa que se diga benza-te Deus (minha rica avozinha).

Assim como farei um projeto fotográfico sobre umas certas coisas que me interessam. Sim, um dia eu faço. Claro. 

E estes momentos de falta de concentração e raciocinio perdido levam-me a uma conclusão que me atormenta diariamente:

Cada vez tenho mais a certeza de que a minha cena não é estar fechada num escritório. Nah! A minha cena é ar livre mesmo. É liberdade. Não ter horários, nada. O problema dessa merda é que para ter essa vida, das duas uma, ou fico desempregada e não tenho dinheiro para gozar a liberdade, ou sou patroa de mim mesma. Bom, a malta da Herbalife diz que têm a vida dos sonhos, porque são livres e blá blá blá – tal como os da forex e companhias limitadas. Se calhar deveria pensar nisso.

Vender batidos, why not? Aproveitava e fazia uso deles também para emagrecer.

Fora de brincadeiras, acho sinceramente que o problema não sou só eu. É a nossa geração no global, a malta entre os anos 90 e os 2000. O mundo está em constante mudança, todos os dias surgem ofertas de trabalho novas, são lançados novos apoios financeiros, as relações começam e outras terminam, os colegas passam de bestiais e a bestas… E a malta não está para se chatear, porque estudou e sabe que, em princípio, haverão sempre oportunidades.

Ao mesmo tempo sofremos com isto tudo, porque cria instabilidade. Já não existem empregos para a vida, grande parte das pessoas estão insatisfeitas no seu local de trabalho, e isso acaba por extrapolar para as suas vidas pessoais.

Vocês conseguem perceber a volta que este texto já deu? Eu não digo que não me consigo concentrar por muito tempo?!

Começo a falar de alhos e termino a cortar cebolas.

Fiquemos por aqui, antes que comece a falar de porras românticas. Isso não. Dass.

24.05.20

Desabafo de Domingo

Valerie

Com esta porcaria toda do COVID, fui obrigada a ir viver sozinha. Bem, eu já tinha vivido sozinha antes, mas nunca tinha tido uma casa para mim (estava num quarto, se é que me entendem). Mas, com isto mudei-me para uma humilde casinha, muito engraçadinha e com o espaço suficiente para me sentir demasiado sozinha e aborrecida.

O problema disto é só um: tive 2 meses com os meus pais e o meu irmão, e agora, do nada, BAMM, sozinha no meio de umas quantas paredes, a 400 km deles e do sítio onde eu realmente queria viver.

Tudo por causa do trabalho. Ahh se vocês imaginassem quantas vezes já pensei desistir de tudo e voltar para onde me sinto bem... Nem fazem ideia.

E o mais preocupante é que só cá estou há meia dúzia de dias e já estou em depressão. O sol e o calor também não ajudam. Tal como a merda das publicações do pessoal que está sempre na praia, a molhar os pés e não sei o quê.

Eu também queria, ok? É que eu já tive isso tudo. Já vivi no Algarve tempo suficiente para praguejar quando lá estava, e para morrer de saudades agora que vim embora.

Bom, a história das oportunidades estarem na capital é mais ou menos verdade, não concordo e nem discordo. Para mim é um nim.

Acredito que se tivesse pegado na troxa e me tivesse mudado novamente para o Algarve, mais dia menos dia conseguiria encontrar algo para fazer que me enchesse o coração. Mas não, voltei para cá com o objetivo de cumprir as minhas obrigações laborais até ao fim.

Se estou feliz? Nope. O sentimento ainda pode mudar, mas com o verão aí à porta duvido muito.

Cá estou meio que tipo abandonada, e não sou gente de fazer grandes amizades, porque prefiro estar em casa. Portanto, excusado será dizer que isto não tem graça nenhuma, e que provavelmente vai terminar com um constante mau humor e uma contagem diária de quantos dias ainda faltam para voltar ao Algarve. Aliás, já os conto neste momento, 17 dias.

Eu sei eu sei, que porra de pessoa mais insatisfeita. Yup, e então?

 

Pode ser que isto melhore durante a semana (sim, claro).

12.05.20

Apresentação

Valerie

Este blog nasce da eterna insatifação que sinto dentro de mim.

Provavelmente vai durar só alguns dias, ou talvez nunca passe deste post. Como tem acontecido com tantos outros. Mas, ahc, a malta não paga nada para os criar, portanto, vamos embora, é só mais um.

Há 26 anos que cá ando, já me licenciei, já comecei um mestrado que ainda não concluí - não tem sido por minha causa, claro: ao covid-19 agradeço (ou não) este atraso. 

Enfim, moro por terras lisboetas, como grande parte da malta chique portuguesa. Tá claro, que também eu sou chiquérrima! 

Sarcástica, impaciente e constantemente insatisfeita, prazer.