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Massa 7 dias por semana

Um blog sobre as peripécias de uma rapariguita que foi viver sozinha

Tens uma cara tão bonita...

Junho 24, 2020

Pena seres gorda.

Ultimamente, e ainda não percebi muito bem porquê, tenho assistido a uma autêntica massificação de mulheres a reiterar a excessiva importância que se dá ao corpo - em prol de uma figura perfeita que só existe na nossa cabeça.

Durante grande parte da minha vida tive problemas sérios com a balança. E ainda hoje os tenho. Embora também tenha passado por algumas fases em que estava tudo bem e o peso estava no sitio.

E, ao longo de todos estes anos, tenho ouvido muita vez esta frase. Aliás, acho que nós, mulheres acima do peso, ouvimos todas.

Certo é, que algumas influencers que mostram diariamente os seus abdominais definidos, têm vindo a tentar, nos últimos tempos, passar a ideia de que o corpo perfeito não existe e que o nosso foco deve ser a saúde.

Ya, nós sabemos disso. E agradecemos imenso estes conselhos, vindos de pessoas que pesam 60 kg mas acham que estão gordas. E que, na realidade, nunca tiveram problemas em encontrar uma peça de roupa.

Sim, eu já sei que me vão encher a caixa de comentários, principalmente as magras com a paranoia de serem gordas, mas sabem que mais, estou-me pouco nas tintas. Um pouco de empatia meninas e meninos, ok? 

Passando à frente. Estas meninas que vivem da visibilidade que o Instagram lhes dá, e que, como já mencionei, tão bons conselhos dão, são as primeiras que te olham de lado quando passas na rua. Ou quando vais à praia e vestes um bikini. Ou quando vais aos provadores das lojas com blusas XL. 

Não me venham com merdas de que o excesso de peso é preguiça, não fechar a boca e companhia limitada. Para algumas pessoas até pode ser, sim. Mas, ainda que assim seja, vocês conseguem imaginar o profundo desgosto que um/a gordo/a tem por o ser? Conseguem imaginar o que é comprar roupa que dá, e não a que se gosta? Pensar 2 vezes antes de sentar numa cadeira, porque o rabo pode ficar lá preso?

Sim amigos. Eu não sou extremamente gorda, mas estou alguns (bons) kilos acima daquilo que era o ideal para mim. E no meu caso, ya, admito que é um bocado de falta de vontade, de motivação e de esforço. Mas eu estou bem comigo mesma. Quem não gosta, lamento, olhe para o lado.

Mas o ponto é que eu não fiquei assim por comer que nem uma tresloucada. Eu fiquei assim, após alguns anos dentro do peso ideal, porque alguém me receitou uns comprimidos que não devia... E deu merda. Da grossa, por sinal.

E a todos aqueles que aqui vêm perder um pouco do seu tempo, e que julgam que os gordos são felizes, enganam-se. Tenho consideração. Tenham empatia. Nós sabemos que estamos acima do peso, não precisamos que nos estejam constantemente a recordar.

E sim, somos bonitas e bonitos, e somos também gorduchos. Ou como diz um grande amigo meu, fortemente elegantes.

Dependência Amorosa - Parte III

Junho 21, 2020

1258946416 chamadas não atendidas. Dele, claro.

Até hoje, eu agradeço a esta gente que organizou aquele jantar, porque tiraram-me do maior inferno em que vivi até hoje.

Quando lhe liguei de volta, com maus modos, disse-me que eu estava feita numa ordinária. Ok, não foi preciso mais nada.

Muito bem, disse-lhe. Ficamos por aqui.

Até hoje meus amigos, passaram-se 2 anos e meio.

E ainda ontem falava com uma amiga e discutíamos isso... Eu não conseguia ver uma saída para aquela relação, de forma alguma. E do nada, sem sequer ter sido planeado, PIMBAS, BAMMM, acabou.

E foi das melhores coisas que me aconteceu na vida. E será sempre...

Mas isto tudo para vos falar da liberdade. E do quão boa pode ser.

Tá claro que eu venho escaldada, e gato escaldado de água fria tem medo, mas conseguem acreditar que sou tremendamente feliz sozinha?

Claro que não quero passar toda a minha vida sozinha, mas estes 2 anos e meio têm sido uma completa satisfação. AMIGOS, QUANDO EU DIGO SOZINHA É SEM NAMORADOS, OK? Não pensem cá que virei freira ou qualquer porra do género.

De repente faço viagens para o algarve de carro sozinha e adoro. De noite. De dia. Quando calha. Vou para o Porto ter com amigos, sozinha. E ando conforme me apetece. Ninguém me chateia. Ninguém me diz assim ou assado. E não tenho de perguntar nada a ninguém antes de tomar alguma decisão ou combinar alguma coisa.

Pessoalmente, adoro. Vocês não sei, até podem preferir ter companhia. E é legítimo de qualquer das formas. Mais uma vez, a ideia não é criticar ninguém, apenas partilhar ideias e formas de estar.

Não vou mentir que às vezes tenho saudades de ter alguém. Mas este tempo todo sozinha tem-me permitido, não só curar as feridas, como reestabelecer amizades que julgava já ter perdido.

De repente, sou livre. E isso é o mais importante de tudo.

E se alguém desse lado estiver preso como eu estive, tratem de acabar com isso - porque melhor que este feeling só ganhar o euromilhões ou perder peso.

 

Dependência Amorosa - Parte II

Junho 20, 2020

Não ia ao café sozinha, só ia se ele fosse comigo. Tinha vergonha de entrar em sítios com muita gente se ele não estivesse comigo. Não levava o carro à inspeção porque não me sabia desenrascar sem ele. Não ia ao centro comercial sem ele porque me sentia sozinha. Enfim, vocês já perceberam.

Mas isto para além de ser mesmo verdade, é triste a dar com um pau.

E estas merdas a longo prazo têm consequências... Aquela relação transformou-se num sufoco, numa cruz que eu carregava aos ombros e que não conseguia abandonar. E como é óbvio, eu pensava sempre para mim mesma que não conseguia voltar a viver sozinha, que não me iria desenmerdar, que não tinha como funcionar sem aquela pessoa...

E foi quando comecei a invejar, secretamente, a vida da malta que estava solteira (leia-se, sem namorados, ou seja, prisões). 

Eu também sei que há relações que são espetaculares, que a malta tem liberdade e é muito feliz, mas atentem no seguinte: eu não sei o que é isso, portanto, como sempre, abordo a minha opinião baseada em factos por mim vividos - isto só para não me encherem a caixa de comentários com criticas e ai não digas isso, namorar é tão bom, bla bla bla.

Eu sei que para muita gente namorar é bom. Mas não me interessa, porque o ponto não é esse.

Voltando ao lugar. Comecei a ter pena de não poder ser livre também. De não poder ir onde queria e com quem queria (se bem, que nessa altura já não tinha muita gente com quem ir, porque fui esperta ao ponto de me afastar de praticamente todos os meus amigos).

E pensava para mim mesma que gostava de ser assim, livre, independente, com coragem para ir almoçar e jantar sozinha, beber um café sozinha, e cuidar da minha vida SOZINHA.

Só que a solidão é terrível, e mete um medo desgraçado a quem não tem os tomates no sítio. Que era o meu caso na altura.

Entretanto, quase 6 anos após o inicio desta merda, sou obrigada a vir para Lisboa e as coisas começam a ficar complicadas.

De repente estava mesmo sozinha. Ele não quis vir porque estudava lá. E eu estava qual cão abandonado debaixo da ponte.

E num piscar de olhos fui obrigada a desenmerdar-me sozinha. E posso garantir-vos que foi uma das melhores coisas que me aconteceram na vida.

Passei a tomar café sozinha, a pegar no carro de manhã e sair sem destino - sozinha, a almoçar e a jantar sozinha, a fazer tudo sozinha.

De um momento para o outro encontrei amigos, comecei a ter vida social e cada vez que ia ao Algarve tinha a certeza de que não queria mais aquela pessoa para mim. Mas, ainda assim, havia qualquer porra que nos agarrava um ao outro e fui aguentando.

Cada vez que lá ia, apenas aos fins-de-semana, claro, era uma guerra. Eu queria estar em família, e ele queria que eu estivesse com ele.

E eu comecei a ficar saturada, saturada, saturada... até que um dos fins-de-semana que lá fui nem lhe disse que tinha ido. 

Reparem, a pessoa está longe de casa pela primeira vez, está numa relação tóxica da qual se quer ver livre mas não consegue, e é natural que queira estar junto da família. Mas ele não entendia isso, embora já tivesse idade para entender. E era discussão atrás de discussão.

Depois, os meus novos amigos, na sua maioria rapazes, começaram a ser também um problema. Porque saíamos, porque jantávamos em grupo, porque ficávamos a falar porque éramos vizinhos... Porque tudo e mais alguma coisa.

Até que um belo dia, 6 meses depois de eu cá estar, fizemos um jantar com umas 40 pessoas. A malta esticou-se, bebeu uns canecos, divertiu-se para cacete, e foi para casa já de manhã. Ora, tá claro que naquela noite não houve o típico telefonema da praxe.

Meus amigos, vocês conseguem imaginar o que me esperou no dia seguinte quando eu acordei, ainda por cima de ressaca?

 

Continua amanhã....

Dependência Amorosa - Parte I

Junho 19, 2020

E não é que me saiu mesmo uma raspadinha premiada?

Não, era só mesmo para chamar à atenção.

Ontem à noite pus-me a pensar que este blog deveria ter um fio condutor, um tema, um nicho... Depois percebi que não vai dar. Não sei falar de maquilhagem, nem tão pouco de moda porque não ando atrás dessas tretas (calma lá, que não é por isso que a malta não tem bom gosto - mas neste verão ser tendência o chinelo de salto alto é demais para mim, desculpem).

Como tal, hoje, vou escrever sobre as alegrias da liberdade (também tem algumas tristezas, como em tudo na vida).

Há alguns anos atrás meti-me numa relação de merda, mas mesmo daquelas que uma pessoa agora revê o passado e pensa: F*****, mas onde é que eu andava com a cabeça????

Daquelas relações que até dá para fazer caretas e ter arrepios na espinha quando nos relembramos de certas situações... Argg, não vou dizer que me dá nojo porque vocês ficariam sensibilizados, mas dá-me asco - que é quase a mesma merda mas dito de forma mais fina.

Então, já depois de 3 anos naquela porcaria, comecei a ter vontade de pular fora, mas não conseguia (escusam de vir com tretas do quando queremos tudo é possível e bla bla bla, porque infelizmente existem milhares de pessoas infelizes nas suas relações e que não as abandonam - e cada uma delas tem as suas razões pessoais, tal como eu tinha as minhas, e isso não é sequer posto em causa aqui).

O tempo foi passando, a malta cada vez mais infeliz e farta daquela mesmisse de sempre, mas quando imaginava a vida sem aquele ser parecia-lhe impossível.

Eu sei que para os magnatas do desenvolvimento pessoal o meu discurso é contraditório, mas não se esqueçam que o ser humano é um bicho de hábitos e rotinas, e eu e o meu emplastro da altura tínhamos as nossas.

Na altura eu era totalmente dependente daquela pessoa, emocionalmente claro. Porque ele até nem tinha onde cair morto (leia-se, não era uma relação de interesses, porque o rapazinho era super boa pessoa mas não tinha mesmo um tusto furado).

 

Continua amanhã...

 

Algarves malinos

Junho 18, 2020

Ai ai ai... agora até tenho medo de ferir susceptibilidades dos meus queridos leitores.

Lol. Claro.

Ainda não apaguei o blog. Depois de pesada ponderação. Lol.

Ontem quando aqui vim escrever aquele post raivoso, vim primeiramente com a ideia de falar um pouco sobre o mal que me fez o algarve - mas como entretanto dei de caras com certas merdas, passou-me tudo e apoderou-se de mim uma danação daquelas.

Passando à frente. Coitados de vós, maior parte nem teve acesso aos comentários, mas, não queria continuar sem deixar um fervoroso agradecimento ao autor dos comentários que me tiraram do sério, porque bati o meu recorde de visualizações (e acreditem, foram centenas e centenas delas) - claro que não foi por causa do seu vomitanço, mas não interessa, vamos pensar que sim.

Como os assíduos sabem, fui ao algarve no fim-de-semana passado. E vim, como sempre, aliás, desostinada com a vida.

Sempre que lá vou acontece a mesma merda. Mas eu já sabia, eu já estava habituada a cá estar, estraguei tudo.

Portanto, vim de lá com uma vontade grande de tirar uns diazitos de férias. Mas vim desostinada, não por culpa da familia ou do doggo, porque, felizmente, eles estão todos bem, mas porque recordei (ainda que sem querer ou sem dar por isso) os tempos em que lá vivi e não dava valor.

E, agora, diariamente ao acordar, e mais ainda quando estou presa no trânsito, as saudades batem mais forte e apodera-se de mim uma vontade gigantesca de voltar.

Vocês, que estão longe de casa, também sentem isto?

O elo de ligação com a familia sempre foi muito forte, é verdade. Mas parece que desde há uns dias para cá a coisa ficou mais suave e muito melhor de se lidar (Tanto que nem escorreu lagriminha quando me vim embora no domingo).

Não sei, talvez seja eu que não gosto mesmo nada da cidade, e que sou feliz é mesmo no meio do campo, ou junto ao mar - qualquer merda que não implique trânsito nem pessoas chatas a mandar os restantes condutores para certos sitios menos delicados e nada bonitos de se imaginar. Sabem, se calhar sou mesmo uma campónia da porra... Talvez... Bem, pelo menos preocupo-me só com a minha vida, ao contrário de certos citadinos.

Epa, e sinceramente, amem-se uns aos outros, qual bob marley. Deixem lá o veneno nos locais de trabalho, e vão para casa ser felizes, apreciar a vida - ao invés de estragarem a dos outros.

 

Haters, ao 12º post

Junho 17, 2020

Bom, realmente há dias cabrões.

E ao que parece a liberdade de expressão ficou pendurada em algum lado, porque já não podemos usufruir dela. Tão pouco tentar "brincar" com a realidade em que vivemos...

Recebi, ao meu último post, uma catrefada de comentários EXTREMAMENTE MALDOSOS, que resolvi apagar - sim, porque lamento, não dou crédito a "desconhecidos".

Pergunto: existe alguma petição online que vos imponha a visita ao meu blog? Se existe, não é do meu conhecimento. Se não existe, só cá estão porque querem.

Nunca, mas absolutamente nunca, fui pessoa de andar a difamar terceiros nas suas redes sociais. Posso até comentar na privacidade do meu grupo de amigos, mas nunca ofereci ódio gratuito.

Engraçado, esta porcaria de blog tem meia dúzia de dias, e, ainda assim, com meia dúzia de postagens, conseguem ter tempo e paciência para vir criticar à grande e à francesa.

Mas não têm mais nada que fazer?

Fds. Desculpem mas não consigo entender. Nem é karma nem nada, porque como anteriormente disse, jamais andei a criticar, colocar defeitos e a vomitar ódio nas redes sociais de terceiros. Se não me interessa ou não gosto, não vou lá. Ponto.

Pior, é que normalmente a malta não tem tomates para se assumir. Este caso não foi diferente. 

Mas vamos esclarecer aqui alguns pontos:

1º Nunca comparei a nossa vida (leia-se, jovens) com as dos nossos pais. Apenas abordei o tópico pois gostaria que todos nós também conseguissemos atingir essa liberdade [EMBORA EU TENHA NOÇÃO, PORQUE NÃO SOU ESTÚPIDA, QUE TEMOS MUITAS MAIS TENTAÇÕES].

2º Também não me queixei da falta de dinheiro. Se a magestade que veio vomitar ódio para o meu post é rica, parabéns para si. A mim não me falta absolutamente nada. Apenas ENTENDO (leia-se, liberdade de expressão] e SINTO-ME NA OBRIGAÇÃO de aos 27 anos já não querer depender dos meus pais.

 

Epa, sinceramente, vontade de mandar esta merda toda ao ar. FDS! Como é que é possível que alguém que nem dá a cara, de uma insignificância absurda, consegue estragar o dia a uma pessoa.

Excusam de ir à procura dos comentários porque eu já apaguei. Não admito, pura e simplesmente. Este espaço é meu, faço com ele o que eu quiser.

 

Divertam-se, e sejam felizes. Vão aproveitar o sol, ao invés de atazanarem o juízo aos outros. 

 

Ps: acabei por dar demasiado crédito a esta pessoa. 

Buraco sem fundo

Junho 16, 2020

Rapaziada, meus queridos amigos, seguidores, subscritores e companhia limitada,

Vocês, ao longo da vossa humilde vida, já se aperceberam de que estão a ficar velhinhos?

Eu já.

E piora quando acordo de manhã e vou trabalhar, às vezes, contrariada. Que sinto estar a desperdiçar o meu valioso tempo, quando poderia estar a viajar e a fotografar qualquer cena.

Ultimamente ando cheia de pressa para tudo. Quero terminar o mestrado. Começar o doutoramento. Ingressar no mercado de trabalho a sério (leia-se, a ganhar como gente grande) e a poder ter a minha vida orientada duma vez.

Sim, este post é sobre trabalho, dinheiro e iniciar uma vida a solo, e a ligação que há entre estes 3 factores.

Realmente, estes factores não funcionam uns sem os outros. E honestamente, enquanto escrevo isto penso que há milhares de jovens (e já não tão jovens) como eu.

Estudei, até hoje, durante 20 anos. Fiz o obrigatório, resolvi licenciar-me e depois fazer mestrado. E ainda quero ir ao doutoramento.

Mas, olho para o saldo bancário e vejo exatamente o mesmo valor que recebia quando trabalhava no jumbo, sem qualquer licenciatura ou mestrado concluidos.

A culpa não é dos patrões. É do próprio mercado de trabalho que está saturado. Pensamos nós.

É revoltante, ou pelo menos para mim é, saber que há tanta gente que, tal como eu também estudou, a ganhar 3 vezes mais do que eu. Sim, também sei que há milhares que estão desempregados. Mas o post não é para os desempregados, pois também sei o que é viver nessa tormenta.

Quando era mais pequena a minha familia atazanava-me o juízo para eu fazer um curso superior, pois caso contrário teria uma vida mais complicada... Conclusão da história: 27 anos e nem ganho o suficiente para pagar a minha renda, as despesas e para comer.

Sim, esta é a minha realidade e a de muita gente que deseja viver sozinha. Lamento desiludir-vos, mas o instagram é um autêntico poço de aparências e a vida não é tão simples conforme as influencers querem fazer parecer.

E vocês sabem, pois terei, com toda a certeza, leitores em situação semelhante à minha.

Não me queixo, atenção. Tenho muito mais do que alguma vez pensei vir a ter. Tanto mais sozinha. Mas só tenho porque os meus pais me ajudam. E queria, honestamente, deixar de viver nestas condições.

Sei que há tanto jovem que também não ganha o suficiente para se pôr a andar da casa dos pais... Tal como eu, que só saí porque vim estudar para longe e fui-me deixando cá ficar...

Mas, digam lá, não é triste?

Os nossos pais já tinham filhos com a nossa idade, a sua casa e carro e não precisavam de pedir dinheiro aos pais. E nós, depois de gastarmos rios de dinheiro em estudos, andamos nisto... A contar tostões para beber uma cerveja, ou a comprar massa com atum porque já não dá para comer um naco de carne.

É triste. Pelo menos eu acho. 

Ah e tal, e emigrar? Sim, é uma hipótese que está cada vez mais em cima da mesa. Mas ao mesmo tempo dá aquele friozinho na barriga, do medo do desconhecido.

E muito importante, não me venham com a história de que quando o pessoal é bom, as oportunidades aparecem. 80% das vezes é treta, porque existem excelentes profissionais que estão na mesma situação que eu. No meu caso, o problema é mesmo a profissão. 

Até pode ser que um dia venha a olhar para trás e a pensar que valeu a pena. Mas quando comecei a trabalhar, aos 18 anos, que me custava pela vida, que tinha dores nas pernas e nas costas que só eu sei, também pensava que um dia ia valer a pena... E 9 anos depois, nada mudou grande coisa. Sim, porque agora já não trabalho de pé, já não tenho dores nas pernas, mas as das costas continuam cá, tal como a ausência de tornozelos ao final de um dia de 8 ou 9 horas com o cú sentado.

 

Já vos habituei à falta de fio condutor dos meus posts, portanto não se admirem. Estas humildes linhas foram apenas um desabafo, de quem está seriamente a pensar eliminar o instagram, para não passar horas a comparar-se com vidas que na realidade não existem.

 

Sejam felizes. E se souberem onde comprar uma raspadinha com um bom prémio, avisem (eu divido).

 

Síndrome do Calor do Algarve

Junho 15, 2020

Há alguém que eu adoro que inicia os seus story's com "olá meus anjinhos". Não acham fuleiro a dar com um pau? Eu acho. E não gosto nada da fulana. Tem algo que era meu e que eu quero outra vez. Kenga.

Enfim...

Fui aos Algarves, num é... Já fui, já vim... E parece que nem dei por nada.

Apenas uma coisa: a quantidade de pessoas.

Ya. Para terem uma pequena noção, ontem saí de casa às 17h, apanhei a A2 e cheguei a Lisboa às 21h45m. Giro, né? Só parei para colocar gásoleo durante 10 min.

Tudo o resto foi trânsito.

 

Confesso que já não sentia o calcanhar do pé do acelerador, nem as costas... Tinha uma dor da cabeça horrorosa e não via a hora de chegar a casa.

Mas isto para chegar a uma simples e humilde conclusão...

Quando parei na estação de serviço de alcácer, aproveitei e saí do carro 10 min e bebi uns goles de água para ajudar à mijaneira que já trazia comigo desde paderne (sim, pq ir ao wc tá quieto, e parar na A2 para verter águas no mato também não dá com nada).

Durante os breve minutos que ali estive parada apreciei a crise portuguesa. Bmw's, Audi's, Jaguares, Mercedes, e companhias limitada... Claro está, o meu humilde carrito era um plebeu no meio daqueles burgueses...

E isso levou-me a pensar em duas coisas: das duas uma, ou o pessoal queixa-se de barriga cheia porque tem um audi mas queria ter um porsche, portanto a vida está má, ou então eu e todos vocês temos umas peças em cada um daqueles carros (isto porque devem pertencer à CGD).

E outra, há 2 meses tivemos todos em isolamento, confinamento quase que absoluto... As empresas fecharam, outras mandaram os trabalhadores para o teletrabalho, mas na globalidade, perderam-se milhares de euros como consequência do coronavírus. E tudo por uma boa causa: tentar travar o vírus.

E agora, que o calor começa a apertar, e juntam-se 2 feriados a meio da semana, rumam ao algarve MILHARES, sim MILHARES de pessoas, que conseguem entupir a A2 ao longo de dezenas de quilómetros... Pergunto: mas o pessoal já se esqueceu? Ou isto é tudo uma cambada de ignorantes?

Eu sei, eu também fui para o Algarve, é verdade. Mas eu não fui para restaurantes, não fui para os centros comerciais (porque em lisboa estavam fechados e a malta tinha mesmo de comprar roupa no algarve), nem tão pouco fui à praia. Aliás, fui, mas cedo o suficiente para não ter lá mais que 6 cães e um casal de estrangeiros.

Preocupa-me seriamente... e só quem andou na estrada ontem percebeu bem o que se passou.

 

E daqui por uns dias, disparam os infetados no algarve... e voltamos à cepa torta... e com pouco estamos em estado de emergência novamente em agosto...

Ya, eu percebo que a malta precisa de férias, estava fartos de estar fechados,  e não sei o quê e não sei que mais... Mas milhares de pessoas também tinham bilhetes comprados para o Rock in Rio 2020, fizeram planos para ir, e tudo mais, e no entanto não vai acontecer... Porquê? Porque existem bens superiores a proteger, nomeadamente a saúde.

E imunidade de grupo? Ya, claro. Acredito que sim. Mas pelo caminho perdem-se demasiadas vidas. Valiosas. Todas elas.

 

Well, este post ficou uma treta, mas apeteceu-me desabafar as minhas angústias com vocês. Porque sim.

 

Ps: o algarve estava ótimo, bom tempo, algum ventinho, mas nada de mais. Água do mar fria que nem cornos.

 

Pss: o alentejo estava muito melhor! 

Oi gatos

Junho 09, 2020

Custa-me mesmo a crer que há 6 dias que não ponho aqui os pés e que a minha caixa de correio não está cheia de emails a implorar o meu regresso... Sinceramente... Cambada de ingratos.

Para que saibam continuo boa e maravilhosa. Como não poderia deixar de ser.

Trabalho a dar com um pau (sim, porque quando morrer o descanso será melhor porque fui uma moça trabalhadora em vida). Merda de mentalidade.

Enfim, o regresso a casa está perto. E isto leva-me a questionar o seguinte: que raio de porra de tempo é este que anda em Lisboa ultimamente?

Ontem fez um vento desgraçado, parecia que esta porra ia toda levantar voo (entretanto, à pala disso, 80% do nosso coronavirus voou para o méxico ou raio que o parta). Frio que nem cornos. Hoje, calor azedo... Não entendo.

Mas não estamos em junho? ou o covid não suspendeu só os prazos para a inspeção do carro, e suspendeu também o verão?

Não acho a minima graça. Muito menos porque estou de malas aviadas (a porra, não estou nada - ainda tenho essa merda para fazer quando chegar a casa) para regressar aos Algarves.

Relendo estas linhas que escrevi nos últimos 5 minutos, começo a perceber a razão para a minha avó me estar sempre a dizer ai ai, as dras não dizem essas coisas, és mesmo bacorinha.

Fo****, merdita de elogio. Mas acho-lhe uma graçola do camandro. Tadita. Não foi habituada a ouvir destas coisas, porque se a minha mãe se atrevesse papava logo uma lamparina... Já eu, bem que o meu pai me tenta educar, mas as asneiradas estão em mim, tal como as tias de cascais estão para o algarve em agosto.

Já tinha saudades de vir aqui. E as amiguinhas lindinhas do coração (sim, porque ainda hoje me atazanam o juízo por eu ter colocado, algures num post, que lhes ligava depois de jantar e não aprendia nada), não se cansam de perguntar pelo novo post. Acho que vou é começar a convidar autores. Os outros escrevem e eu ganho o l'argent (lê-se larjan). Nem para isso dava. Este blog é pouco mais que voluntariado para os meus super hiper mega fofinhos subscritores.

Vá, eu gosto de escrever. Bué. Mas nem sempre tenho paciência. E quando releio o que escrevo chego à conclusão que pouco ou nada se aproveita. Mas, well, os subscritores estão a aumentar.

Acho que a malta precisa de uma boa dose de realidade, misturada com badalhoquisses (não sei e nem estou interessada em saber se esta é a forma correta de se escrever).

Moçes, já aqui têm algumas linhas. Entretenham-se. Porque eu vou fazer as malas para ir até ao algarve.

 

 

Cagari Cagaró

Junho 03, 2020

Vááááá, admitam! Estavam cheios de saudades minhas. Eu sei.

É a diferença entre levar o portátil para o trabalho ou não: a malta não põe aqui os pés, ainda assim o histórico não seja confiscado e se descubra a verdadeira identidade desta personagen.

Enfim, quero lá saber. Descubram. Sou linda e maravilhosa de qualquer das formas (brincadeirinha, moçes - não precisam de pensar já que sou uma convencidona e não sei o quê. Calma).

Well, sabem, hoje é dia 3. Novidade né? E isso quer dizer uma coisa muito simples: 9 dias para ir para casa. 

Quer dizer, agora a vontade já não é tanta assim como nos primeiros dias. Estranhei a albarda, como diz a senhora minha mãe, e não me adaptei logo a esta porra de estar sozinha. Mas agora, que já aqui estou há uns belos dias, começo a achar que se for lá abaixo depois é um sofrimento quando voltar para cima. Outra vez.

Mas aquele sol do algarve. E o meu cruschzinho que ainda não sabe que já namoramos. Assim como a famelga e o doggo, dá-me vontade de partir numa demanda até terras onde os árabes andaram a reproduzir-se (como se fossem só os árabes).

Por falar em crushes... Vocês sabem aquela pessoa que tinha tudo para dar merda e ainda assim, vocês querem, a todo o custo lá ir?

Eu sou assim. Escolho-os a dedo. Quanto piores, melhor. Mauzões, mulherengos, enfim, essa trapalhada toda. Mas, com um pormenor muito importante. Nice ass & legs. Se assim for está tudo certo.

E desde há uns tempos para cá tenho um novo crushzinho. Ele ainda não sabe, tá claro. Mas exceptuando quando leva garinas lá para casa e eu vejo, nós já temos uma relação de alguns meses. Até finjo que lhe dou a mão todas as noites. Temos uma relação extremamente séria. Falamos diariamente, várias vezes ao dia, e sofremos com a distância.

Que belo. Mas é treta. Quer dizer, tudo tudo não. Ele existe e nós namoramos. Mas ele não sabe. Tudo o resto é fruto da minha aparvalhação de hoje, que ainda não entendi muito bem de onde veio. Noto que não estou boa quando danço no carro enquanto estou presa no trânsito. Acham normal? As pessoas que estão mentalmente saudáveis ouvem as noticias, informam-se sobre o mundo, garreiam com os maridos e as mulheres ao telefone, aturam os putos que berram no banco de trás, etc, etc, etc. Eu, especial de corrida pois tá claro, danço. 

Não tenho culpa de terem fechado as discotecas. É que com este calorzinho já vai apetecendo uma sandalinha, um vinhito frescote a assistir ao sunset, e uns passeios noturnos bastante regados.

É triste isto... Muito mesmo. Fora de brincadeiras. Mas a malta parece que não entende a gravidade da situação, e não só se colocam em risco, como todos os outros à sua volta.

Por alguma razão fecharam as escolas. Porque os miúdos não têm noção da gravidade. Enfim. Não quero deixar isto aborrecido.

Mais logo, se esta porra continuar a correr bem aqui no escritório, espero conseguir dançar no carro outra vez. E é que não estou nem aí para os fdp que olham para mim como se de uma aberração da natureza se tratasse, tipo "mas esta doida... não deve trabalhar concerteza..., deve ser uma beta qualquer que os pais a sustentam em tudo, para estar tão contente..., credo, que figuras, meu deus... que tristeza, esta juventude está perdida.

 

CA**** para essa gente toda. Faltam 9 dias para cheirar o mar da janela do meu quarto. O resto é conversa.

 

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